• NESTT

    Numa sociedade multicultural e digital e numa economia baseada no conhecimento e na competitividade, é hoje fundamental construir referenciais teóricos e de ação que garantam a coesão social e territorial, à escala nacional, local e europeia. O projeto NESST – New European Settings for Teachers and Teaching – que se apoia, desde o primeiro momento da sua conceção, numa metodologia participativa, tem como principal objetivo desenvolver e disseminar inovação, no âmbito da formação de professores e dos modos de ensino e aprendizagem, numa perspetiva de educação e formação orientada para a coesão e inclusão. Com base numa parceria estratégica de entidades de quatro países europeus – Bélgica, Polónia, Portugal e Roménia – pretende-se fomentar a cooperação para a inovação e o intercâmbio de boas práticas, partindo das seguintes questões geradoras: Que formação dos professores tem sido realizada e qual o seu impacto no desenvolvimento profissional docente e nas aprendizagens dos alunos? Que formação pode e deve ser realizada, numa perspetiva inovadora, de modo a corresponder ao modo como aprendem, hoje, os alunos? Sendo ainda escasso o conhecimento disponível em relação a esta segunda questão, ela é de extrema relevância para o presente Projeto. Estamos convictos de que a produção e a disseminação de conhecimento sobre o modo como aprendem os alunos, crianças e jovens, dentro e fora da escola, contribuirá, de forma sustentada e inovadora, para a mudança dos modelos e das práticas de formação de professores e de educação e ensino nas escolas.

    As escolas e os professores, que lidam hoje com uma grande diversidade e complexidade, necessitam de um apoio sólido, especialmente em contextos vulneráveis, como é o caso dos TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), em Portugal, e de contextos e programas similares noutros países. A nível europeu, os desafios que se colocam são comuns: i) abandono escolar, ii) insucesso escolar, iii) desigualdades socioeconómicas e educativas, e iv) inclusão de refugiados e minorias étnicas, o que requere um trabalho colaborativo entre professores, o desenvolvimento de projetos transdisciplinares e a busca de novas abordagens científicas, pedagógico-didáticas, sociais e éticas. Para responder a estes desafios, é necessário utilizar e colocar em rede os vários recursos e ferramentas disponíveis e produzir outros, em diversas áreas, desde as artes às tecnologias digitais.

    Os resultados do projeto incluem os seguintes produtos intelectuais: i) documentário – “Yes, I Can”: como aprendem os alunos; referencial comum de formação de professores, a nível europeu – “Teachers Make a Difference”; “Roteiro de Boas Práticas” – portfolio digital de e para professores, recurso interativo com compilação de práticas inovadoras; plataforma e-learning, incluindo a definição de competências dos professores para o séc. XXI e um conjunto de materiais estruturados numa “maleta pedagógica”; e a Conferência internacional (International Conference on Teachers and Teaching). A plataforma e-learning de formação contemplará, no decurso do projeto, 3 eixos nucleares: i) competências digitais e inclusivas na sala de aula/o digital para a inclusão (utilização de tablets, jogos e arte); ii) aprendizagem colaborativa na sala de aula; iii) comunidades de aprendizagem profissional (Learning Communities). Além destes resultados, o projeto inclui a criação de um site e de uma plataforma on-line de partilha de conhecimentos, boas práticas e experiências entre professores, através dos quais se darão a conhecer as atividades e os resultados do projeto à comunidade e aos stakeholders, apoiando também a partilha restrita de documentos do projeto entre os membros das equipas. Outro resultado consiste na certificação dos professores participantes no percurso formativo, a nível europeu, com a respetiva acreditação a nível nacional, pelos organismos responsáveis dos diferentes países parceiros.

    Os participantes diretos no Projeto são professores e formadores associados ao Centro de Formação da Casa do Professor, em Portugal, e às demais organizações parceiras, nos respetivos países. Outros participantes indiretos – professores, alunos e demais membros da comunidade educativa – serão abrangidos pela disseminação dos conhecimentos e resultados alcançados no projeto. As atividades de disseminação incluem: a criação da marca NESTT; a conceção de uma plataforma/website do projeto; a realização de uma conferência internacional, as (in)formação junto de professores e formadores não participantes, a nível local, regional, nacional e europeu, através de webinars e cursos e-learning; a apresentação de comunicações em conferências, congressos e outros eventos científicos e pedagógicos; a publicação de artigos científicos; a atividade Hands on Practice para a exploração dos produtos criados pelo projeto, por parte de professores, formadores e escolas.

    Equipa do ICE no projeto – Andréa Duarte, Manuela Correia e Fernando Ilídio

    Para mais informações consulte o site do projeto em https://nesttproject.wixsite.com/erasmusplus

     

  • TRODEU

    TRODEU es una asociación de 4 instituciones europeas con el objetivo de mejorar el proceso educativo en la enseñanza de adultos. Esta asociación intentará propiciar un cambio metodológico que aporte soluciones a los problemas actuales e intentará lograrlo a través de la potenciación del uso de las TIC, la multiculturalidad, multilingüismo y la creatividad,  con la finalidad de integrar en la sociedad a los más vulnerables.

    Equipo del ICE en el proyecto – Andréa Duarte, Fernando Ilídio e Manuela Correia

    Para bajar el dosier del proyecto clique DOSIER TRODEU

    Para más información sobre el proyecto consulte su sitio web http://www.trodeu.org/

  • ERASMUS +

    O Erasmus+ é o programa da UE para a educação, formação, juventude e desporto. O seu orçamento de 14,7 milhões de euros dará a mais de 4 milhões de europeus oportunidades de estudo, formação, aquisição de experiência e voluntariado no estrangeiro.

    O ICE é agora parceiro em dois projectos no âmbito do Programa Erasmus +

    O TRODEU e o NESTT

    Click nos projetos para mais informações.

  • Escolas Rurais

    Foi em 1990, no decurso de uma Oficina Pedagógica organizada pelos Pólos de Ação Educativa de Alcácer do Sal e de Grândola (ver REDE DE PÓLOS DE AÇÃO EDUCATIVA DO DISTRITO DE SETÚBAL) que surgiu a ideia do Projeto de Escolas Rurais.

    Concebido em resposta às queixas de alguns professores face ao profundo isolamento e abandono em que se encontravam eles e as suas crianças, imaginou-se um projeto em que crianças de várias aldeias (4 a 6) se concentrariam de 15 em 15 dias, rotativamente, numa delas (a aldeia ou escola hospedeira) para, em conjunto, realizarem atividades de variada natureza – ateliers, pesquisas na comunidade, jogos etc. Os professores aproveitariam a oportunidade para, também em conjunto, avaliarem o encontro anterior e planificarem o seguinte. A circunstância de esses encontros de crianças constituírem uma quebra da rotina escolar levou a que se designasse, o momento em que decorriam, por Dias Diferentes.

    Propunha-se que as questões tratadas pelas crianças nesses dias fossem trabalhadas na sala de aulas assim como se propunha que o programa desses dias fosse debatido com as crianças, investindo-se inclusivamente na preparação de temas para serem apresentados por estas aos colegas.

    O envolvimento das pessoas da comunidade nos Dias Diferentes seria assegurado, quer pela sua participação em algumas ou várias das iniciativas quer pela realização de um piquenique/merenda em que todos participassem.

    A circunstância desta proposta surgir de quem, à época, coordenava o Projeto ECO explica que nela estivessem patentes algumas das linhas de força deste projeto (concretamente a tónica posta na relação escola comunidade).

    O primeiro Dia Diferente iria acontecer em Alcácer a 15 de Janeiro de 1991: O ICE ainda não existia e os Pólos de Ação Educativa eram então “enquadrados” pela ESE de Setúbal. O Projeto nasce com o nome de “Projeto de Escolas Isoladas”

  • Escola Comunitária de Carvalhal de Vermilhas

    A Escola Aberta é um espaço comunitário de ação educativa e cultural constituindo-se, por isso como um polo de desenvolvimento local com iniciativas que contribuem para a concretização de diversos objetivos:

    – Apoiar a comunidade prestando um serviço de proximidade na informação e formação;

    – Contribuir para a visibilidade e promoção dos saberes e práticas culturais locais, na medida em que se organiza, potenciando esses saberes e práticas;

    – Organizar iniciativas que se orientam para a qualificaçãoda comunidade (sensibilização para a leitura, recolha e sistematização de saberes e fazeres tradicionais locais);

    – Interagir com a atividade escolar formal, potenciando-se como seu recurso pedagógico e contribuindo assim para a contextualização das práticas pedagógicas.

    A promoção de uma Escola Comunitária, por nós designada, Escola Aberta (EA), partiu da necessidade constatada de criar um espaço que, para além de ocupar as crianças em tempo pós letivo, viesse a constituir-se como um espaço aberto à participação da comunidade, de apoio logístico às necessidades das pessoas, passível de contribuir para a quebra de isolamento e conformismo em que estas viviam, num contexto marcado por dificuldades crescentes de acesso a serviços de proximidade (que, na verdade, lhe vêm sendo retirados), por uma quebra de relações de interdependência no seu seio (que o desaparecimento de espaços de convivialidade vem agravar), pela perda da competitividade e dovalor de troca dos vens que produzem e pela desvalorização social das práticas culturais que no passado lhes davam identidade.

    Ainda que o motivo da criação da EA tenha surgido do desejo expresso de criar um espaço de apoio a necessidades imediatas da população – prolongamento de horário de ocupação das crianças que de outro modo permaneceriam na rua; local de convivialidade das pessoas; centro de educação de adultos; etc. – a sua ambição era a de desencadear nela e através dela um foco de desenvolvimento comunitário.

  • Covas do Monte

    Covas do Monte é uma aldeia do concelho de S. Pedro do Sul situada em plena Serra de S. Macário. Ali vivem à volta de meia centena de pessoas, presas a uma vivência de séculos.

    A sua situação geográfica, com acessos difíceis, até para os meios de comunicação, ditou, o isolamento, que fez chegar aos nossos dias todo um modo de vida que ali se foi desenvolvendo desde o século XIII, data dos primeiros registos conhecidos da aldeia com apenas quatro casas.

    A situação geográfica, se por um lado dificultou o acesso, por outro privilegiou as condições de abundância de água e clima para a produção agrícola de produtos genuínos e de qualidade.

    Aquilo que foi uma riqueza no passado corre nos dias de hoje um sério risco de abandono.

    Foi com este cenário que em finais de 2005 e após cerca de uma década a desenvolver com as escolas e comunidades das aldeias serranas o projeto “Escolas Rurais”, que o ICE foi convidado a participar na parceria do projeto “Criar Raízes” como responsável pela acção “eco-aldeia”.

    Tratava-se de trabalhar com a comunidade da aldeia de Covas do Monte a sua transformação social e desenvolver com ela um projeto de viabilização do seu futuro.

    Trabalhar comunidades como a de Covas do Monte em que ao isolamento geográfico se foi juntando o esquecimento das instituições públicas é acima de tudo fazê-las acreditar nas suas potencialidades.

    Como fazê-lo?

    Não adianta dizer, é preciso demonstrar.

    No início, procurámos aproximarmo-nos das pessoas, conhecer os seus anseios, gostos e recursos. E foi procurando dar respostas concretas aos seus problemas e anseios que desenvolvemos um conjunto de actividades demonstrativas das possibilidades que ali existem. Estas actividades foram gerando um movimento de interesse e solidariedade para com Covas do Monte que conduziu a visitas sistemáticas de pessoas que demonstravam interesse pelos saberes e produtos locais. Esta nova realidade aumentou a auto-estima da comunidade local que começou a sentir que o futuro talvez ainda seja uma possibilidade.

  • Quinta da Educação e do Ambiente

    Quinta de Educação e Ambiente da Lagoa de Santo André é um território Educativo em que se entrecruzam aprendizagens formais e informais. Desenvolve-se e apoia-se numa dupla realidade. Por um lado, no património natural e paisagístico que é preciso conhecer para defender e promover, e por outro lado, nas pessoas que ali vivem e que contribuíram, geração após geração, para a sua reconstrução permanente.

    Funciona como um espaço de trabalho e de reconhecimento das potencialidades da Natureza e da vida rural que se oferece a crianças e jovens do município e do país. Prefigura-se como uma estratégia de visibilidade, de defesa e de promoção do local.

    O centro aglutinador das actividades situa-se na Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha, mais concretamente no Monte do Paio.